Mãe afirma que bebê morreu por negligência em hospital durante parto

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A dona de casa Eliane Simões de Almeida, 35, denunciou, à reportagem, na tarde desta quinta-feira (7), que o bebê dela, o recém-nascido João Gabriel Almeida Bentes, morreu devido a negligência da equipe do Hospital e Maternidade Chapôt Prevost, na zona leste de Manaus, no momento do parto, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (6). A mãe do bebê afirmou que não foi acompanhada pela equipe, durante o procedimento e que o recém-nascido ingeriu líquido e ficou de bruços logo após ter nascido. Até a publicação desta matéria, a reportagem não conseguiu contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) para comentar sobre a situação.

A mãe do bebê disse que, no momento do parto, não havia médico no hospital e ela chamou uma equipe de enfermeiros que estava no local, mas apenas recebeu como resposta ‘já vai, já estamos indo’. Segundo Eliane, o bebê nasceu às 8h41 desta quarta-feira e, além da mãe, a única testemunha do parto foi uma acompanhante que Eliane tinha levado.

A dona de casa disse que, minutos depois, um médico chegou para o plantão no hospital e entrou rápido na sala onde houve o parto, mas o bebê já havia nascido.

“O bebê ficou de bruços. Nessa hora, o médico entrou e disse para os enfermeiros: ‘Vocês não estão vendo a mulher tendo bebê desse jeito?’”, disse Eliane.

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A dona de casa contou que, em seguida, o médico e a equipe de enfermagem levaram o bebê para dentro do hospital e, desde então, o bebê não foi mais visto. Segundo Eliane, por volta de 22h desta quarta-feira (6), a equipe transferiu o recém-nascido para a Maternidade Estadual Balbina Mestrinho, na zona centro-sul da capital, onde o bebê morreu por volta de 2h desta quinta.

“Isso não podia ter acontecido, me senti um nada. O pessoal vendo o sofrimento e ninguém veio ajudar. A minha gravidez era de risco e isso estava nos documentos que levei e na ultrassom”, afirmou Eliane.

A dona de casa acredita que João Gabriel passou do tempo de nascer. Ela afirmou que estava com nove centímetros de dilatação e não tinha mais forças para empurrar o bebê.

“A gente chamava os enfermeiros e eles não fizeram nada, não me ajudaram”, disse Eliane.

No último dia 27, segundo a dona de casa, a gestação de João Gabriel completou nove meses. A mãe disse que pretende processar a equipe que estava de plantão no Hospital e Maternidade Chapôt Prevost e que negligenciou o atendimento que ela considera adequado a uma parturiente.

No fim da manhã desta quinta-feira, a reportagem tentou falar com a Susam sobre um posicionamento do caso, por meio da assessoria de imprensa da secretaria, por telefone e por e-mail, mas não obteve retorno