Mulher é condenada a 2 anos de reclusão por sequestrar bebê em hospital

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A 8ª Vara Criminal de Brasília condenou a estudante de enfermagem Gesianna Alencar, de 25 anos, a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo sequestro de um bebê de 12 dias, em junho, no Hospital Regional da Asa Norte. Pela duração curta da pena, a expectativa é de que a Vara de Execução Penal (VEP) determine duas punições alternativas à ré.

A condenação é definitiva, porque o MP e a defesa da ré abriram mão do recurso – procedimento incomum para um julgamento em primeira instância. Com isso, o processo transitou em julgado e deve ser encaminhado para execução já na próxima semana.

O julgamento foi iniciado e concluído na tarde desta quarta-feira (6), e incluiu a fala de sete testemunhas e da própria acusada. A lista de depoimentos incluiu um policial, um familiar da mãe da criança e uma funcionária do hospital.

Gesianna foi identificada a partir de relatos de testemunhas e de uma pessoa da própria família que a denunciou. Sequestrado em 6 de junho, o bebê foi resgatado no dia seguinte na casa da estudante, no Guará.

Ele perdeu 470 gramas entre um dia e outro, segundo a Secretaria de Saúde. “Uma perda considerada expressiva para a idade”, afirmou a pasta.

Falsa gravidez

Uma mulher que se identificou como tia da sequestradora disse que foi enganada por nove meses e que Geisianna chegou a usar barriga falsa para simular a gestação. Segundo a tia, a estudante saiu de casa dizendo que iria ao hospital fazer uma consulta e o bebê “apareceu” no dia seguinte.

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“Fizemos chá de bebê.”

“O marido desceu com os cachorros e ela foi para o posto. Quando foi 14h, ela fez uma foto do bebê sequestrado.”

Funcionários e pacientes disseram ao G1 que o sequestro ocorreu em um “dia de beleza” no hospital – quando pacientes recebem serviços de manicure, cabelo e maquiagem